domingo, 6 de janeiro de 2013

Retrato falado

Eu quero um cara que me ame,acima de tudo. Acho que isso é bom. Seria agradável se ele fosse bastante engraçado,daqueles que não desanima até encontrar um sorriso seu escondido ente a boca. Talvez ele não possa ser não muito alto e não muito baixo,uns cinco centímetros a mais que eu seria o ideal. Podia ser loiro também,só preferência. Agora vamos ver: um pouco alto,loiro,engraçado,mas falta algo. Seria bacana se ele tivesse um lindo sorriso,uma boca que me seduza. Ele tem de ter também um cheiro parecido com campos de flores,um cheiro que eu possa lembrar quando passar pela floricultura. Não seria nada mal se ele também pudesse me fazer feliz todos os dias,24 horas sentindo seu aroma e sua pele na minha. Poderia receber ligações dele pela madrugada,eu não me importaria,mesmo para dizer besteiras que eu já sei que irá falar. Quem sabe ir ao cinema nas quartas para tirar meu tédio na metade da semana,dar uns amassos nos trailers e agora não me beija mô,o filme vai já começar! Que bobagem a sua de ficar emburrado logo agora,a eternidade bate em nossa porta e teremos de convida lá para tomar café enquanto você senta ao meu lado no sofá de couro que mamãe me deu. A ETERNIDADE,esse é o tempo que iremos ficar juntos e você fica bravo logo quando começa o filme? Tudo bem,uns beijos aqui e outros ali,mas o filme ainda quero ver para comentar com alguém depois. Você também poderia ter um carro, tipo uma BMW seria incrível. Só não esqueça de jogarmos vídeo game nos sábados a tarde,num verão seco e ensolarado ao ponto de eu ter de tirar a blusa. Praia na segunda feira para me livrar do mofo que o domingo pregou em mim. Seríamos um belo casal,não acha? Ah sim, seríamos,mas você não passa de um fruto da minha imaginação. Um retrato falado fincado no meu peito.”
Ele ainda não me ama. Gerusa Paiva, ele-sem-julieta (via ele-sem-julieta)

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