| — | Luna, casebre |
domingo, 9 de dezembro de 2012
Segue o seu rumo
“Para com isso. Essa coisa de me tratar bem é forçada demais, até mesmo pra ti. Eu sei que não me quer por perto, ninguém nunca quer. Só me expulsa de uma vez, ou do contrário faço eu mesma as honras. Não corre atrás de mim e me pede pra ficar. Não ajoelha, não. Chega disso. Larga a minha mão, e para de puxar minhas pernas pra ti. Meu corpo não é mais teu paraíso, não te pertenço mais. Sabe-se lá se um dia cheguei a pertencer. Agora vai, larga mão de ser ridículo e segue teu rumo, homem! Para de me amassar e, que diabos é isso? Ah não, não comece a chorar, por favor! Deixa de ser fresco, homem. Vai procurar tua mulher e vê se ela tu aprende a amar direito. Vê se ela tu não trai, não magoa. Vê se não a deixa inconstante, dura como pedra, empedernida como agora sou. Agora vá, solta dos meus pés, larga minha mão, seca tuas lágrimas de crocodilo e anda. Vai pra trás, porque agora eu tô indo pra frente, e lá estou certa de que não vamos nos encontrar.”
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