segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Palácio do Exílio
“O que a restava era escrever, escrever o que ninguém um dia iria ouvir, ou saber. Caneta, papel e toda uma madrugada pela frente. Esvaziava-se completamente de si e pouco antes dos primeiros raios de sol, o fogo transformava tudo em cinzas. Era o seu prazer maior ver suas angústias virando pó, e a fumaça cinzenta que ardia nos olhos a fazia chorar por um breve momento. É certo que ela era um mistério e que ninguém compreendia seu silêncio. Mas quando se aprende a ser sozinha, e a queimar os sentimentos derramados em um pedaço de papel, falar se torna dispensável, e as pessoas, também.”
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